Ao Espelho
Quando me olho ao espelho
Vejo o meu corpo de Mulher,
Tão frágil e súbtil
Dispo-me da beleza
Cubro-me de inocência,
Quero voltar a nascer
Quero sentir de novo a fecundação
Ignorar o perconceito,
Voltar a ser um pouco de vida
No teu ventre de Mulher
Ganhar a mesma forma
Delicada, ternurenta
Do teu seio que me amamenta
Na forma mais sedenta
O meu corpo é o teu corpo
Aquele que quis ter
Orgulhosamente
Nasci Mulher
Este texto é dedicado á mulher que eu mais amo, mãe és tudo para mim!
Obrigado por seres quem és e como és!
Adoro-te MÃE
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Reflexo de mim mesma
Reflexo de mim mesma
Dificilmente me vejo
Quase não me ouço
Desconheço o meu cheiro
E embora possa tocar-me
Provar o meu sabor
Raramente o faço.
Sou um fantasma que se observa reflectido nos espelhos,
nas vidraças,
nos olhos, nas palavras dos outros.
E se sei que existo, mais do que isso
só posso saber através de um outro.
À certeza de que sou correspondida desconhecimento de quem sou.
Sou uma presença ausente.
Quem falta e é recordado
Quem está do lado de fora.
Como quem tira uma fotografia
Como quem escreve um poema
Dificilmente me vejo
Quase não me ouço
Desconheço o meu cheiro
E embora possa tocar-me
Provar o meu sabor
Raramente o faço.
Sou um fantasma que se observa reflectido nos espelhos,
nas vidraças,
nos olhos, nas palavras dos outros.
E se sei que existo, mais do que isso
só posso saber através de um outro.
À certeza de que sou correspondida desconhecimento de quem sou.
Sou uma presença ausente.
Quem falta e é recordado
Quem está do lado de fora.
Como quem tira uma fotografia
Como quem escreve um poema
A Mudança
A Mudança
Espanto-me sempre
Com a forma como a mudança acontece
Como acontece em mim
Lenta lentamente
Muito lentamente
Como se nada fosse, e
De repente, sim, de repente
Sem mais nem menos
A mudança completa-se
E então, só então,
Como se surgisse
Nesse exacto momento
A transformação aparece.
“Quem és tu?”, pergunto
Bem sabendo que sou eu
Ainda que não quem já fui
Espanto-me sempre
Com a forma como a mudança acontece
Como acontece em mim
Lenta lentamente
Muito lentamente
Como se nada fosse, e
De repente, sim, de repente
Sem mais nem menos
A mudança completa-se
E então, só então,
Como se surgisse
Nesse exacto momento
A transformação aparece.
“Quem és tu?”, pergunto
Bem sabendo que sou eu
Ainda que não quem já fui
O Anjo e a Flor
O Anjo e a Flôr
Um Anjo pela Flor passou,
Ante sua plenitude ela se abriu,
Num instante se perfumou
E a caminho do Anjo coloriu
Em um amanhecer a brisa passou pela Flor,
Subtilmente a envolveu,
Era seu anjo que palavras de amor,
Em suas pétalas, tranpareceu
Era um entardecer chegou a ventania,
E o Anjo não voltou,
Embora nesse triste dia
A Flor nao se abateu e esperou...
A Flor para o sol e para a lua olhava,
Percebia aos poucos que o seu Anjo não mais voltaria,
Na espera e na busca desatinada
Se conformar, não copnseguia
O Anjo, homem se transformou,
Com a calma, de amor transbordada,
Pelo mesmo campo de outrora retornou,
Recolhendo encantos para a sua amada,
E a Flor?
A Flor morreu enfeitada
Sem um grito de dor,
Nas mãos de quem tanto amava!
Um Anjo pela Flor passou,
Ante sua plenitude ela se abriu,
Num instante se perfumou
E a caminho do Anjo coloriu
Em um amanhecer a brisa passou pela Flor,
Subtilmente a envolveu,
Era seu anjo que palavras de amor,
Em suas pétalas, tranpareceu
Era um entardecer chegou a ventania,
E o Anjo não voltou,
Embora nesse triste dia
A Flor nao se abateu e esperou...
A Flor para o sol e para a lua olhava,
Percebia aos poucos que o seu Anjo não mais voltaria,
Na espera e na busca desatinada
Se conformar, não copnseguia
O Anjo, homem se transformou,
Com a calma, de amor transbordada,
Pelo mesmo campo de outrora retornou,
Recolhendo encantos para a sua amada,
E a Flor?
A Flor morreu enfeitada
Sem um grito de dor,
Nas mãos de quem tanto amava!
Amor é Fogo
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,se tão contrário a si é o mesmo Amor?
É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,se tão contrário a si é o mesmo Amor?
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